Saímos de Pres. Saenz Peña às 7:30 rumo à Salta, aproximadamente 730km. Como no primeiro dia pegamos um sol de 45º, imaginávamos que o segundo dia seria pior. Logo na saída do hotel encontramos um grupo de motociclistas, que residem no interior de SP, e que estava vindo de Salta. Eles comentaram que a temperatura neste trecho da estrada era muito alta, beirava os 50º. Isso já nos deixou preocupados, pois o sol do primeiro dia já havia nos deixado esaustos. Bom, mas tínhamos que seguir em frente. Para a nossa felicidade, o tempo ficou nublado todo o trajeto e inclusive pegamos chuva em boa parte do caminho.
Neste trecho pudemos ver o quão pobre é a região. Lugares desertos, carros e caminhões queimados e abandonados na beira da estrada. Cidades pequenas sem sequer ter as ruas pavimentadas. Encontramos muitas pessoas que nos viam como extraterrestes. A estrada começou a ficar ruim, com alguns buracos (nada comparados com as do Brasil) e muitos animais soltos ao lado da rodovia, um perigo para os que transitam por lá. Redobramos nossa atenção e seguimos em frente, em um ritmo mais lento.
Outra preocupação era a falta de combustível. Os motociclistas que encontramos no hotel estavam levando nas motos gazolina reserva, um deles tinha um galão de uns 10 litros. Bom, a maior preocupação era comigo, pois como tenho apenas 15 litros no tanque, eu faría no máximo uns 220 km. O Paulo tem autonomia de uns 300km e o Evandro de uns 250. No primeiro posto em que paramos já não tinha, então tivemos que ir para o próximo, no qual encontramos e abasteci meu reservatório adicional de 1,5lt. Depois deste posto começamos a parar a cada 50/100km para abastecer. Depois deste posto rodamos uns 240km sem encontrar um que tivesse gazolina para vender. Na verdade eles tinham, porém priorizam a população local. Quando enconrtamos um posto, que diziam que haveria combustível, já estávamos na reserva. Eu andava uns 20km ainda com o que tinha no tanque e mais uns 20km com o que tinha no reservatório. Quando chegamos o frentista diz: "no tiene nafta!". Pensamos, "bah, lascou!". Foi um dos momentos mais preocupantes, pois tinhamos ainda uns 170km pela frente e nestes não tinha posto. Depois de muita insistência um dos frentistas ficou comovido e nos liberou 5lt para cada um e então pudemos seguir em frente. Os 800 km que separam Resistência e Salta são os mais complicados, pois além as cidades serem muito distantes umas das outras, o problema da falta de combustível compromete qualquer planejamento.
Chegamos em Salta às 19h onde pudemos abastecer as motos e então seguir em direção ao hotel.
Hoje vamos visitar alguns pontos turísticos e amanhã, provavelmente, fazer um passeio de 13h, subindo as cordilheiras de carro, fazendo o mesmo trajeto do "Trem das Nuvens".
Abaixo algumas fotos do dia.
Chaco argentino.
Restaurante, no qual paramos para almoço.
Achamos 5lt!!!
Entrando em Salta, abaixo de chuva!
Entrando em Salta.
Em Salta, pub.
Outro pub.
Jantando em Salta.
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