quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

2º dia - Chaco, Argentina


Saímos de Pres. Saenz Peña às 7:30 rumo à Salta, aproximadamente 730km. Como no primeiro dia pegamos um sol de 45º, imaginávamos que o segundo dia seria pior. Logo na saída do hotel encontramos um grupo de motociclistas, que residem no interior de SP, e que estava vindo de Salta. Eles comentaram que a temperatura neste trecho da estrada era muito alta, beirava os 50º. Isso já nos deixou preocupados, pois o sol do primeiro dia já havia nos deixado esaustos. Bom, mas tínhamos que seguir em frente. Para a nossa felicidade, o tempo ficou nublado todo o trajeto e inclusive pegamos chuva em boa parte do caminho.

Neste trecho pudemos ver o quão pobre é a região. Lugares desertos, carros e caminhões queimados e abandonados na beira da estrada. Cidades pequenas sem sequer ter as ruas pavimentadas. Encontramos muitas pessoas que nos viam como extraterrestes. A estrada começou a ficar ruim, com alguns buracos (nada comparados com as do Brasil) e muitos animais soltos ao lado da rodovia, um perigo para os que transitam por lá. Redobramos nossa atenção e seguimos em frente, em um ritmo mais lento.

Outra preocupação era a falta de combustível. Os motociclistas que encontramos no hotel estavam levando nas motos gazolina reserva, um deles tinha um galão de uns 10 litros. Bom, a maior preocupação era comigo, pois como tenho apenas 15 litros no tanque, eu faría no máximo uns 220 km. O Paulo tem autonomia de uns 300km e o Evandro de uns 250. No primeiro posto em que paramos já não tinha, então tivemos que ir para o próximo, no qual encontramos e abasteci meu reservatório adicional de 1,5lt. Depois deste posto começamos a parar a cada 50/100km para abastecer. Depois deste posto rodamos uns 240km sem encontrar um que tivesse gazolina para vender. Na verdade eles tinham, porém priorizam a população local. Quando enconrtamos um posto, que diziam que haveria combustível, já estávamos na reserva. Eu andava uns 20km ainda com o que tinha no tanque e mais uns 20km com o que tinha no reservatório. Quando chegamos o frentista diz: "no tiene nafta!". Pensamos, "bah, lascou!". Foi um dos momentos mais preocupantes, pois tinhamos ainda uns 170km pela frente e nestes não tinha posto. Depois de muita insistência um dos frentistas ficou comovido e nos liberou 5lt para cada um e então pudemos seguir em frente. Os 800 km que separam Resistência e Salta são os mais complicados, pois além as cidades serem muito distantes umas das outras, o problema da falta de combustível compromete qualquer planejamento.

Chegamos em Salta às 19h onde pudemos abastecer as motos e então seguir em direção ao hotel.

Hoje vamos visitar alguns pontos turísticos e amanhã, provavelmente, fazer um passeio de 13h, subindo as cordilheiras de carro, fazendo o mesmo trajeto do "Trem das Nuvens".

Abaixo algumas fotos do dia.





Chaco argentino.


Restaurante, no qual paramos para almoço.

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Achamos 5lt!!!


Entrando em Salta, abaixo de chuva!


Entrando em Salta.








Em Salta, pub.


Outro pub.


Jantando em Salta.




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